São Paulo coloca em ação combate ao desperdício de alimentos

Objetivo é arrecadar alimentos que seriam descartados por não terem valor comercial mas que estão em boas condições para o consumo e destinar os verdadeiros resíduos orgânicos para compostagem

Mercado Municipal Kinjo Yamato se torna o primeiro Mercado Sustentável da cidade de São Paulo (Crédito: Eduardo Paraíso)

São Paulo oficializa Campanha de Combate ao Desperdício de Alimentos e Mercado Sustentável na cidade. O anúncio foi feito pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico em parceria com a Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb). Ambas as iniciativas já estavam em andamento como projeto piloto. Elas consistem em arrecadar alimentos em boas condições para o consumo, mas que seriam descartados por não terem valor comercial, para o Banco de Alimentos da Prefeitura de São Paulo, que posteriormente encaminha para o consumo de pessoas em situação de insegurança alimentar. As frutas, verduras e legumes que não estão adequadas para o consumo, são enviados aos Pátios de Compostagem, sob a gestão da Amlurb.

A Campanha de Combate ao Desperdício de Alimentos – iniciada desde outubro de 2017 – só neste primeiro ano de ações, já arrecadou mais de 53 toneladas de alimentos que iriam para aterros. A secretária de Desenvolvimento Econômico da cidade de São Paulo, Aline Cardoso, comenta o objetivo da ação. “Queremos expandir a campanha para outros mercados e sacolões municipais, além de equipamentos públicos que façam manipulação de alimentos. Desta forma, será possível estimular o setor alimentar, a indústria e o comércio, para adoção de práticas de combate ao desperdício de alimentos”.

Na mesma ocasião, o presidente da Amlurb, Edson Tomaz, junto com a secretária Aline Cardoso, anunciaram o Mercado Municipal Kinjo Yamato como o primeiro Mercado Sustentável da cidade a segregar os alimentos em quatro frações: alimentos, orgânico, reciclável e rejeitos. A ação promove o manejo adequado dos resíduos sólidos nos mercados municipais, visando à redução do envio ao aterro sanitário. Aberto em 1936, o mercado tem o nome do primeiro imigrante japonês a receber um título superior no Brasil e é especializado em hortifruti.

“O principal objetivo do projeto é reduzir a quantidade de resíduos destinados aos aterros. Atualmente, o percentual de rejeitos é de aproximadamente 50% e a expectativa é reduzir minimamente em 20%”, comenta Edson Tomaz de Lima de Filho, presidente da Amlurb. Nesta ação, os resíduos secos serão destinados a Central Mecanizada de Triagem, para Reciclagem e as frutas, verduras e legumes que não estão aptas ao consumo humano, são enviadas ao Pátio de Compostagem.

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