Satélite capta rachadura se expandindo em geleira da Antártida

Imagens da missão Copernicus Sentinel-1 mostram o gelo se partindo em um dos glaciares mais importantes da Austrália Ocidental

Trecho da geleira Pine Island se parte, em 2018: espetáculo que começa a ficar frequente na Antártida. Crédito: dados do Copernicus Sentinel modificados (2018), processados por Stef Lhermitte (TUDelft)

Em tempos de aquecimento global, a integridade do manto de gelo da Antártida cada vez mais dá sinais de fragilidade. Um exemplo disso são as imagens captadas em 2018 pela missão Copernicus Sentinel-1, da Agência Espacial Europeia (ESA), da evolução da fenda ao longo da língua de gelo (uma longa e estreita camada de gelo que se estende em direção ao mar) da geleira Pine Island, na Antártida Ocidental.

A Pine Island é a geleira que derrete mais rapidamente na Antártida. Segundo os cientistas, se ela e outra geleira da região, a Thwaites, derreterem, o nível global do mar aumentaria entre 1 e 2 metros. Isso desestabilizaria por completo o Manto de Gelo da Antártida Ocidental e provavelmente afetaria partes do Manto de Gelo da Antártida Oriental.

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A movimentação do gelo entre setembro e outubro de 2018. Crédito: dados do Copernicus Sentinel modificados (2018), processados por Stef Lhermitte (TUDelft)

As imagens acima, obtidas em setembro e outubro de 2018, mostram de forma nítida o surgimento de uma fenda no manto de gelo em uma região que antes era estável. É um processo que, infelizmente, tem ficado mais comum no continente gelado.

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