Se você vive de mau humor, é bom investigar sua amígdala

Cientistas descobrem associação entre essa região do cérebro e o mau humor prolongado

Mau humor: pesquisadores descobriram uma ligação entre a persistência desse estado e a atividade prolongada da amígdala. Crédito: Gerd Altmann/Pixabay

A região do cérebro denominada amígdala avalia o ambiente para encontrar ameaças potenciais. Se uma ameaça aparece, a amígdala pode permanecer ativa e responder a novos estímulos como se eles também estivessem ameaçando. Isso é útil quando você está em uma situação perigosa. Mas não é bem o caso quando você derrama seu café de manhã e isso o mantém no limite pelo resto do dia.

Em um estudo recente, publicado na revista “JNeurosci”, Nikki Puccetti, da Universidade de Miami (EUA), e colegas examinaram dados coletados do estudo longitudinal “Midlife in the US”. Os participantes completaram uma avaliação de bem-estar psicológico e oito entrevistas telefônicas diárias para avaliar seu humor. Eles também foram ao laboratório para passar por um exame de ressonância magnética funcional (fMRI) enquanto viam imagens negativas, positivas e neutras com uma imagem de uma expressão facial neutra entre cada par de imagens.

Quando a amígdala foi ativada em um padrão semelhante ao dos participantes que viram imagens negativas e as faces neutras que se seguiram, essa atividade persistente serviu para prever aumentos no mau humor e diminuição no bom humor naquele dia. Por sua vez, os participantes que experimentaram aumento do humor positivo exibiram maior bem-estar psicológico.

Esses resultados sugerem que a atividade da amígdala influencia como uma pessoa se sente no dia a dia. Isso pode afetar seu bem-estar psicológico geral.

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