Segredos de uma galáxia “quase” morta

A Messier 110, fotografada pelo Hubble, tem a aparência de uma galáxia de onde a vida está se esvaindo – mas astrônomos descobriram estrelas jovens em seu centro

Messier 110, a 2,9 milhões de anos-luz da Terra: estrelas jovens no centro. Crédito: ESA/Hubble/Nasa/L. Ferrarese et al.

A galáxia Messier 110, fotografada aqui pelo Telescópio Espacial Hubble, da Nasa e da Agência Espacial Europeia (ESA), não tem o apelo de outras aglomerações estelares maiores, mais brilhantes ou bonitas, mas nem por isso não merece atenção. Uma das muitas galáxias satélites ao redor de Andrômeda (a principal galáxia mais próxima da Via Láctea), ela está a cerca de 2,9 milhões de anos-luz da Terra. É classificada como uma galáxia elíptica anã, o que significa que possui uma estrutura suave e quase inexpressiva.

As galáxias elípticas carecem de braços e grupos notáveis de formação estelar (as duas características marcantes das galáxias espirais). As elípticas anãs são bastante comuns em grupos e aglomerados de galáxias, e geralmente surgem como satélites de galáxias maiores.

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Como não possuem berçários estelares e contêm principalmente estrelas antigas, as galáxias elípticas são frequentemente consideradas “mortas” quando comparadas a suas parentes espiraladas. Mas os astrônomos descobriram sinais de uma população de jovens estrelas azuis no centro da Messier 110, uma pista de que ela pode não estar tão morta assim.

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