Sinete com carimbos de 7 mil anos é encontrado em Israel

Sinete descoberto era usado para comércio e proteção de propriedades, e indica que os moradores do local tinham contato com populações muito além da antiga Israel

Sinete de Tel Tsaf e carimbo moderno obtido com ele. Crédito: Vladimir Nichen

Arqueólogos da Universidade Hebraica de Jerusalém desenterraram uma preciosidade: um pequeno sinete de argila com cerca de 7 mil anos. O sinete, com dois carimbos geométricos diferentes impressos nele, foi encontrado em Tel Tsaf, uma vila pré-histórica localizada ao norte do vale de Beit She’na, em Israel.

A descoberta foi feita como parte de uma escavação que ocorreu entre 2004 e 2007 e foi liderada pelo professor Yosef Garfinkel, da Universidade Hebraica de Jerusalém, juntamente com dois de seus alunos, o professor David Ben Shlomo e o dr. Michael Freikman, ambos agora pesquisadores da Universidade de Ariel. Cento e cinquenta sinetes de argila foram encontrados originariamente no local. Um deles é particularmente raro e de distinta importância histórica. O tema foi tratado em artigo na revista Levant.

Os sinetes, também conhecidos como bulla, são feitos de um pequeno pedaço de barro que era usado nos tempos históricos para selar e assinar cartas e impedir que outras pessoas lessem seu conteúdo. O objeto encontrado em Tel Tsaf é particularmente significativo porque é a primeira evidência do uso de lacres para marcar remessas ou para fechar silos ou celeiros. Quando a porta de um celeiro era aberta, o lacre quebrava – um sinal revelador de que alguém estivera lá e que o conteúdo de dentro fora tocado ou levado. “Ainda hoje, tipos semelhantes de lacre são usados ​​para evitar adulteração e roubo”, explicou Garfinkel. “Acontece que já estava em uso há 7 mil anos por proprietários de terras e administradores locais para proteger suas propriedades.”

Vestígios de silos arredondados em Tel Tsaf: sinete indica que eram vedados com lacre. Crédito: Boaz Garfinkel
Objeto pré-histórico

Medindo menos de um centímetro de largura, o fragmento foi encontrado em ótimas condições devido ao clima seco do vale de Beit She’an. O sinete é marcada por linhas simétricas. Embora muitos sinetes encontrados no Primeiro Templo de Jerusalém (cerca de 2.600 anos atrás) incluíssem um nome pessoal e, às vezes, figuras bíblicas, o sinete de Tel Tsaf é de uma era pré-histórica, quando a escrita ainda não estava em uso. Esses sinetes foram decorados com formas geométricas em vez de letras. O fato de haver dois carimbos diferentes para impressão no sinete pode indicar uma forma de atividade comercial em que duas pessoas diferentes estavam envolvidas na transação.

O fragmento encontrado foi submetido a uma extensa análise antes que os pesquisadores pudessem determinar que era realmente um sinete. Segundo Garfinkel, essa é a primeira evidência de que sinetes foram usados ​​em Israel há aproximadamente 7 mil anos para assinar as entregas e manter os depósitos fechados. Embora os sinetes tenham sido encontrados naquela região desde 8.500 anos atrás, carimbos daquela época não haviam sido encontrados.

Contato com povos distantes

Com base em uma cuidadosa análise científica da argila do lacre, os pesquisadores descobriram que não era de origem local, mas vinha de um local a pelo menos dez quilômetros de distância. Outros achados arqueológicos no local revelam evidências de que os residentes de Tel Tsaf estavam em contato com populações muito além da antiga Israel. “Nesse mesmo local temos evidências de contato com povos da Mesopotâmia, Turquia, Egito e Cáucaso”, acrescentou Garfinkel. “Não há nenhum sítio pré-histórico em qualquer lugar do Oriente Médio que revele evidências de um comércio de longa distância de itens exóticos como o que encontramos nesse local em particular.”

O local também forneceu indícios de que a área era o lar de pessoas de considerável riqueza que acumulavam grandes estoques de ingredientes e materiais, indicando um desenvolvimento social considerável. Essas evidências indicam que Tel Tsaf ocupava uma posição-chave na região, atendendo tanto as comunidades locais quanto as pessoas de passagem. “Esperamos que as escavações contínuas em Tel Tsaf e em outros lugares do mesmo período forneçam evidências adicionais para nos ajudar a entender o impacto de uma autoridade regional no sul do Levante”, concluiu Garfinkel.

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