Spitzer capta estrelas recém-nascidas no Cluster da Árvore de Natal

Sóis com “apenas” 100 mil anos de idade aparecem como manchas vermelhas e de cor rosa na direção do centro da nuvem estelar

Estrelas recém-nascidas (em rosa e vermelho) pontilham a imagem do Cluster da Árvore de Natal registrada pelo Telescópio Espacial Spitzer. Crédito: Nasa/JPL-Caltech/P.S. Teixeira (Center for Astrophysics)

Estrelas recém-nascidas, ocultas atrás de poeira espessa, são reveladas nesta imagem de uma seção do chamado Cluster (aglomerado, em inglês) da Árvore de Natal do Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa. As recém-reveladas estrelas bebês aparecem como manchas vermelhas e de cor rosa em direção ao centro e parecem ter se formado em intervalos regularmente espaçados ao longo de estruturas lineares em uma configuração que se assemelha aos raios de uma roda ou ao padrão de um floco de neve. Portanto, os astrônomos o apelidaram de “Cluster de Floco de Neve”.

Nuvens formadoras de estrelas como essa são estruturas dinâmicas e em evolução. Como as estrelas traçam o padrão de raios retos de uma roda, os cientistas acreditam que sejam estrelas recém-nascidas, ou “protoestrelas”. Com apenas 100 mil anos de idade, essas estruturas infantis ainda precisam “rastejar” para longe do local onde nasceram. Com o tempo, os movimentos naturais à deriva de cada estrela quebram essa ordem e o padrão do floco de neve não existe mais.

Embora a maioria das estrelas de luz visível que dão ao Cluster da Árvore de Natal seu nome e formato triangular não brilhe intensamente nos olhos infravermelhos do Spitzer, todas as estrelas formadas a partir dessa nuvem de poeira são consideradas parte do aglomerado.

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Como um dedo cósmico empoeirado apontando para os aglomerados de estrelas recém-nascidas, o Spitzer também ilumina a opticamente escura e densa Nebulosa do Cone, cuja ponta pode ser vista no canto inferior esquerdo da imagem.

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