Spitzer examina em infravermelho a beleza da Nebulosa da Tarântula

Nebulosa da Tarântula: hidrocarbonetos como alguns dos que encontramos na Terra. Crédito: Nasa/JPL-Caltech

A imagem acima, obtida pelo Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa, mostra a Nebulosa da Tarântula em três comprimentos de onda de luz infravermelha, cada um representado por uma cor diferente.

As regiões de cor magenta são poeira composta por moléculas chamadas hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (PAHs, na sigla em inglês), encontradas também em cinzas de carvão, madeira e petróleo na Terra. Os PAHs emitem em vários comprimentos de onda. A cor magenta é uma combinação de vermelho (correspondente a um comprimento de onda infravermelho de 8 micrômetros) e azul (3,6 micrômetros).

A cor verde nesta imagem mostra a presença de gás especialmente quente emitindo luz infravermelha a um comprimento de onda de 4,5 micrômetros. As estrelas na imagem são principalmente uma combinação de verde e azul. Tons de branco indicam regiões que irradiam nos três comprimentos de onda.

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Também conhecida como 30 Doradus ou NGC 2070, a Nebulosa da Tarântula é uma região na Grande Nuvem de Magalhães, localizada na constelação de Dorado. Ela foi inicialmente considerada uma estrela, mas em 1751 Nicolas Louis de Lacaille identificou-a como uma nebulosa. Está a cerca de 160 mil anos-luz da Terra.

A Nebulosa da Tarântula foi um dos primeiros alvos estudados pelo Spitzer após seu lançamento em 2003, e o telescópio a revisitou várias vezes desde então. Agora que o observatório foi aposentado em 30 de janeiro de 2020, os cientistas geraram uma nova visão da nebulosa a partir dos dados do Spitzer.