Spitzer revela efeitos do vento originário de estrela gigante

Visível apenas na luz infravermelha, a onda de choque na frente da estrela Zeta Ophiuchi causa ondulações na poeira que a circunda

Onda de choque na frente da Zeta Ophiuchi: visível na luz infravermelha captada pelo Spitzer. Crédito: Nasa/JPL-Caltech

Esta imagem do Spitzer, uma das divulgadas pela Nasa em homenagem aos 16 anos de missão desse telescópio espacial, mostra a estrela gigante Zeta Ophiuchi e o choque em arco, ou onda de choque, na frente dela. Visível apenas na luz infravermelha, especialidade do Spitzer, o choque em arco é criado pelos ventos que fluem da estrela, provocando ondulações na poeira circundante.

Localizada a cerca de 370 anos-luz da Terra, Zeta Ophiuchi é cerca de seis vezes mais quente, oito vezes mais larga, 20 vezes mais maciça e cerca de 80 mil mais brilhante do que o nosso Sol. Mesmo a grande distância, seria uma das estrelas mais brilhantes do céu, se não fosse amplamente obscurecida por nuvens de poeira. Mas o Spitzer consegue contornar boa parte dessa barreira e expô-la aos nossos olhos.

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A missão principal do Spitzer durou cinco anos e meio e terminou quando o telescópio ficou sem o líquido refrigerante de hélio necessário para operar dois de seus três instrumentos. Mas seu design de refrigeração passiva permitiu que parte de seu terceiro instrumento continuasse a operar por mais de 10 anos adicionais. Sua missão está programada para terminar em 30 de janeiro de 2020.