Telescópio apresenta o caos em um berçário estelar

A formação de estrelas no centro da galáxia NGC 5236 é influenciada por seu buraco negro, que atrai muita matéria para seu interior, mas também ejeta vastas quantidades de matéria e energia

Centro da galáxia NGC 5236, na constelação de Hidra: profusão de cores num caótico berçário estelar. Crédito: ESO/TIMER survey

O instrumento MUSE, montado no Very Large Telescope (VLT) do Observatório Europeu do Sul (ESO) no Observatório do Paranal, no Chile, observou milhares de estrelas recém-formadas no coração da galáxia NGC 5236. Conhecida por muitos como galáxia Catavento do Sul, a NGC 5236 retira o seu nome da configuração dos seus braços em espiral e da sua localização numa constelação austral: a Hidra.

Brilhantes regiões de formação estelar iluminam essa galáxia, incluindo a região aqui mostrada, situada no centro do objeto.

Com as condições certas, e geralmente no interior dos braços em espiral de uma galáxia, nuvens moleculares frias compostas essencialmente de hidrogênio gasoso podem colapsar e formar novas estrelas. Em nuvens maiores, a ignição de uma estrela nova pode dar origem a um efeito dominó, iniciando o colapso do gás circundante e resultando em ainda mais estrelas.

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No entanto, no interior do centro de uma galáxia, outros processos entram em jogo. O buraco negro supermassivo no centro da NGC 5236 canaliza enormes quantidades de material na sua direção. Ao mesmo tempo e erraticamente, “cospe” também matéria e enormes quantidades de energia para o exterior. Isso faz com que a intensa formação estelar em torno da região central da galáxia seja ainda mais caótica.

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