TESS apresenta o céu do hemisfério sul em toda sua majestade

Mosaico é o resultado da composição de 208 imagens selecionadas durante o período de um ano que esse telescópio espacial da Nasa dedicou à região

A faixa da Via Láctea vista da área onde está o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array, do Observatório Europeu do Sul (ESO): presença marcante no mosaico divulgado pelo TESS. Crédito: ESO/S. Otalora

Durante seu primeiro ano de operações científicas, concluído em julho de 2019, o telescópio espacial Transiting Exoplanet Survey Satellite (TESS), da Nasa, registrou inúmeras imagens do céu do hemisfério sul. Desse conjunto, 208 fotos foram utilizadas para compor o mosaico divulgado agora (ver imagem abaixo).

A missão dividiu o céu meridional em 13 setores. Cada um deles foi fotografado por quase um mês pelas quatro câmeras da sonda.

O mosaico divulgado, com destaque para a faixa brilhante da Via Láctea (à esquerda), a Nebulosa de Órion (no alto) e a Grande Nuvem de Magalhães (ao centro). Crédito: Nasa/MIT/TESS/Ethan Kruse, USRA

Nesse cenário, o TESS descobriu 29 exoplanetas (entre eles três pequenos planetas em órbita ao redor da anã vermelha GJ 357, um sub-Netuno e um planeta do tamanho da Terra em torno da HD 21749, além de três pequenos planetas ao redor da anã vermelha L 98-59) e mais de mil candidatos a planetas, que os astrônomos estão investigando.

“A análise dos dados do TESS se concentra em estrelas e planetas individuais, uma de cada vez”, disse Ethan Kruse, pesquisador de pós-doutorado no Goddard Space Flight Center da Nasa. “Mas eu queria dar um passo atrás e destacar tudo de uma só vez, enfatizando realmente a vista espetacular que o TESS nos dá de todo o céu.”

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Foco em exoplanetas

O TESS é o primeiro artefato humano dedicado a procurar mundos alienígenas. Possui quatro câmeras ópticas de amplo campo de visão – que transportam um total de 16 dispositivos de carga acoplada – dispostas de modo a “ver” uma longa faixa do céu chamada setor de observação.

Entre os muitos objetos celestes notáveis ​​visíveis na imagem acima estão a faixa brilhante da Via Láctea (à esquerda), a Nebulosa de Órion (no alto) e a Grande Nuvem de Magalhães, galáxia localizada a cerca de 163 mil anos-luz de distância (ao centro). As linhas escuras proeminentes são lacunas entre os detectores no sistema de câmeras do TESS.

As câmeras do TESS foram agora voltadas para o norte, para iniciar um estudo de um ano do céu setentrional.