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Ciência21/06/2022

Urina humana prova sua eficiência como fertilizante agrícola

Campos de milheto tratados com aplicação pós-emergência de (a) urina humana higienizada (Oga) e adubo orgânico (OM) 42 DAS em uma área de 10 m × 10 m em 2015 e (b) somente Oga 29 DAS em uma área de 5 m × 20 m de área em 2016, em comparação com o controle em Maradi, Níger. O MO foi aplicado durante a semeadura na proporção de 1 kg por cova de plantio no espaçamento de 1 m × 1 m onde Oga foi aplicado 14 DAS na proporção de 0,2 l por bolsa de planta. DAS dias após a semeadura. Crédito: Agronomy for Sustainable Development (2021). DOI: 10.1007/s13593-021-00675-2

21/06/22 - 12h33min

Há milhares de anos se sabe que a urina humana é um excelente fertilizante para agricultura. Seus componentes incluem O fósforo, o nitrogênio e o potássio presentes em sua composição também fazem parte dos fertilizantes comerciais. Ela até é usada em pequena escala em jardinagem em alguns locais, mas seu emprego mais disseminado esbarra num problema cultural: o escrúpulo em aplicá-la em cultivos destinados a humanos. Mas seria possível utilizá-la em maior escala no agronegócio?

Uma vez que a compra de fertilizantes ficou agravada com a guerra entre Rússia e Ucrânia (dois dos maiores produtores mundiais), merece atenção ainda maior um teste realizado no mundo real por pesquisadores de várias instituições do Níger, da Alemanha e do Reino Unido envolvendo o uso de urina humana como forma natural de fertilizante para plantações e descrito em artigo publicado na revista Agronomy for Sustainable Development.

No experimento, os pesquisadores contaram com a ajuda de um grupo de mulheres que vivem em uma parte isolada da República do Níger. Os agricultores desse árido país africano lutam há muitos anos para fertilizar suas culturas do milheto Pennisetum glaucum, prejudicadas pelo custo dos produtos comerciais e pela escassez de esterco animal.

Novo nome

Inicialmente, foi necessário renomear a urina, porque seu nome comum era considerado ofensivo entre as participantes. O novo nome foi definido como Oga. Depois disso, os pesquisadores separaram as agricultoras em dois grupos. Enquanto um administrou seus cultivos da maneira tradicional, o outro fertilizou seu trigo usando Oga.

A Oga para o segundo grupo, de 27 agricultoras, foi fornecida por elas próprias. Essas mulheres receberam instruções para pasteurizar, armazenar e diluir sua urina a fim de usá-la como fertilizante. Pequenas quantidades de esterco animal foram acrescentadas a essa base.

Ao longo de dois períodos vegetativos, os rendimentos das culturas foram medidos para ambos os grupos. Os dados revelaram que as áreas adubadas com Oga produziram em média 30% mais grãos do que as do outro grupo. Os pesquisadores observaram no artigo que as diferenças eram tão significativas que outras mulheres da região começaram a imitar as participantes do teste no uso da Oga. Resultado: dois anos após o experimento, mais de mil agricultoras estavam empregando Oga para fertilizar suas plantações – uma solução inesperadamente barata para um problema antigo.

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Agronomy for Sustainable Development