Vacina de Oxford é segura e produz resposta imunitária, diz estudo

Imunizante inglês contra o novo coronavírus é o que se encontra em fase mais avançada de testes

Vacina de Oxford segue na dianteira na competição por qual vai ser a primeira vacina aprovada contra a covid-19. Crédito: Gerd Altmann/Pixabay

A vacina experimental para a covid-19 (ChAdOx1 nCoV-19), desenvolvida por cientistas da Universidade de Oxford (Reino Unido) em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, passou a uma nova fase de ensaios clínicos. Na primeira etapa de testes com humanos, o imunizante se mostrou seguro e produziu uma resposta imunitária, segundo resultados publicados na revista “The Lancet”. Participaram dessa fase 1.077 adultos saudáveis, com idades entre 18 e 55 anos.

A fórmula empregada baseia-se na vacina utilizada em chimpanzés para prevenir a contaminação pelo adenovírus ChAdOx1. Ela consegue induzir uma forte resposta imune em duas frentes do sistema imunológico: as células T e os anticorpos.

Apesar do otimismo, os cientistas ressaltam que são necessárias novas pesquisas para confirmar se a vacina realmente protege contra o SARS-CoV-2 e qual é o tempo que dura essa proteção.

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A vacina de Oxford tem se mostrado aquela com maiores condições de ser aprovada mais rapidamente. Mas vale lembrar que existem diversas outras iniciativas em andamento. Duas delas, na China, encontram-se na fase 3, a etapa avançada de análise de eficácia. A fase está a um passo da aprovação, caso se mostrem seguras e eficazes.

A vacina de Oxford está sendo testada no Brasil, em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Rede D’Or. A da chinesa Sinovac, chamada CoronaVac, começará em breve a ser testada aqui, em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo.

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