Venda de dispositivos “vestíveis” cresce, mas ainda é pequena no Brasil

Relógio inteligente da Apple: o custo ainda é um obstáculo à massificação dos dispositivos vestíveis no Brasil. Foto: Crew/Wikimedia

Consultoria IDC Brasil acredita que mercado doméstico de vestíveis caminha para a massificação

 

A consultoria IDC Brasil divulgou ontem dados que confirmam um crescimento considerável nas vendas de dispositivos “vestíveis” (wearable, em inglês), como relógios, pulseiras, óculos e fones de ouvido inteligentes, no primeiro trimestre de 2019 no país. Foram 87.974 peças, 51,6% de crescimento em relação ao mesmo período do ano passado.

Em 2018, o total de itens vestíveis vendidos no Brasil atingiu 241,3 mil peças. A previsão para este ano é de 461,7 mil itens, aumento de 91%. Mas a base ainda é pequena: segundo a IDC Brasil, em 2018 foram vendidos no mundo 172,2 milhões de peças vestíveis. Nosso mercado representou apenas 0,14% desse total.

A consultoria divide os vestíveis em dois grupos. Os simples são “basicamente voltados ao uso para fitness e saúde, com contagem de passos e monitoramento de sono”; os mais inteligentes “oferecem funções como capacidade de baixar aplicativos de terceiros, notificação e realização de chamadas, recursos mais aprimorados como controle de glicemia e batimento cardíaco, e GPS mais preciso”.

Em relação aos itens do primeiro grupo, o gasto médio chegou a R$ 1.069, alto para os padrões brasileiros. Quanto aos do segundo, o desembolso atingiu em média R$ 2.156. Curiosamente, é a esse grupo que pertence a maioria (55,2%) dos dispositivos vestíveis vendidos no país no primeiro semestre de 2019.

A IDC Brasil está otimista quanto ao crescimento desse mercado em termos domésticos. “(…) com a consolidação do mercado e fabricantes investindo em produtos tanto para os segmentos de entrada como premium, a tendência é de uma gradual massificação e redução do ticket médio”, afirmam os autores do relatório da consultoria.