Via Láctea à vista de qualquer um no Atacama

Via Láctea visível no deserto do Atacama: sem interferência de poluição. Foto: ESO/Y. Beletsky (LCO)

Até a olho nu é possível encantar-se com a visão privilegiada que se tem do céu e da Via Láctea no deserto do Atacama

 

Quem vai à região do deserto do Atacama, no Chile, onde se localizam as instalações do Observatório Europeu do Sul (ESO) tem uma visão privilegiadíssima do céu, sem interferência de poluição atmosférica ou visual. Por isso mesmo, às vezes nem é necessário usar um dos sofisticados instrumentos astronômicos do complexo para ver imagens impressionantes do espaço à nossa volta.

Esta belíssima foto batida no Observatório Paranal, por exemplo, mostra a Via Láctea a olho nu, sem nenhuma participação dos telescópios ali posicionados, entre os quais estão o Very Large Telescope (VLT) e quatro telescópios auxiliares que, trabalhando juntos, formam o Very Large Telescope Interferometer (VLTI). O prédio que aparece na parte de baixo da imagem é a Residencia, onde ficam alojados os astrônomos e técnicos que trabalham no ESO e que, lembra a revista “Cosmos”, serviu de locação para o filme “Quantum of Solace”, da série de James Bond.

 

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Quem assistiu ao filme certamente lembra que a cor do edifício é muito parecida com a dominante no ambiente ao redor. Foi exatamente essa a intenção dos arquitetos alemães Auer+Weber: integrar a obra à paisagem árida do Atacama a fim de causar a mínima interferência possível nas observações astronômicas.