Volta ao mundo

SÍMBOLO DA RIQUEZA E DA DESTRUIÇÃO

Trabalhadores chineses produzem carvão vegetal perto do Monte Changbai, na fronteira com a Coréia do Norte. A forma tradicional de se obter carvão vegetal causa desflorestamento e poluição ambiental, graças à liberação de alcatrão e gases tóxicos, mas a demanda por esse combustível para aquecimento no inverno continua alta. Os chineses têm no carvão uma faca de dois gumes: ele é o “ouro negro” para uma economia em forte expansão, mas também uma mancha escura no fragilizado meio ambiente mundial. A menos que a China encontre uma forma de armazenar as emissões de suas termelétricas a carvão e de milhares de fábricas que usam esse combustível, a poluição aumentará no país e no exterior. Nos próximos 25 anos, o volume de gases de efeito estufa liberados pelo uso do carvão na China provavelmente superará o produzido por todas as nações industrializadas, ultrapassando em cinco vezes a redução dessas emissões prevista no Protocolo de Kyoto.

Marijuana autorizada

Um canadense fuma um cigarro de maconha no Toronto Freedom Festival, simultâneo à 2008 Global Marijuana March. Na ocasião, milhares de apreciadores da erva se reuniram perto da Assembléia Legislativa da província de Ontário. Instalada na periferia do evento, a polícia permitiu o porte e o consumo da droga sem restrições.

Testosterona e lucros na Bolsa

Pesquisadores da Universidade de Cambridge (Reino Unido) acompanharam 17 corretores da Bolsa de Londres em oito dias de trabalho, analisando os níveis de testosterona, o hormônio sexual masculino, no início e no fim do expediente. Eles perceberam que as apostas subiam quando os corretores tinham níveis do hormônio mais elevados. Segundo os especialistas, a testosterona aumenta a confiança e o gosto pelo risco – assim, a tendência é investir mais nesses momentos. Isso também explica por que os operadores demoram a reagir racionalmente às quebras da

Bolsa.reuniram perto da Assembléia Legislativa da província de Ontário. Instalada na periferia do evento, a polícia permitiu o porte e o consumo da droga sem restrições.

A loba romana é bem mais nova

Exames de carbono realizados no ano passado mostraram que a estátuasímbolo de Roma, Lupa Capitolina – uma loba amamentando os bebês gêmeos Rômulo e Remo, que, conforme a lenda, fundaram Roma –, foi feita por volta de 1300 a.C., e não 800 anos antes, como se imaginava. De acordo com a historiadora e restauradora Anna Maria Carruba, a descoberta reforça sua afirmação, feita em 2006, de que a estátua foi elaborada a partir de um molde de cera que não era conhecido no mundo antigo.

Sinais que precedem terremotos

Cientistas norte-americanos afirmam ter notado distúrbios elétricos na ionosfera (a parte superior da atmosfera) dias antes do sismo de maio na China. Essa ligação pode levar ao desenvolvimento de um sistema de alarme antiterremotos. Para Minoru Freund e seu pai, Friedemann Freund, do Centro de Pesquisa Ames, da Nasa, quando as rochas são comprimidas, como no movimento de placas tectônicas, produzem correntes elétricas. Essa carga pode percorrer grandes distâncias e alterar a ionosfera, causando mudanças detectadas por satélites. Outro estudo, feito no Centro de Pesquisas Espaciais de Taiwan, mostrou que, dependendo da intensidade do tremor, as perturbações elétricas na ionosfera são diferentes.

Mistério das auroras

Pesquisadores da Nasa que estudam há um ano as auroras descobriram que elas se originam de explosões de energia magnética que ocorrem a um terço da distância entre a Terra e a Lua. A reconexão entre as cordas magnéticas que unem nosso planeta ao Sol e armazenam a energia dos ventos solares permite liberar energia, dispersando as partículas eletrificadas para a atmosfera terrestre e originando as luzes. Ainda não se sabe como ocorre a interação dessas cordas, que podem causar interrupções nos sistemas de comunicações, como rádios, GPS e celulares. O principal objetivo do estudo da Nasa é desenvolver dispositivos para prever esses fenômenos.

O carnaval dos fantasmas

O Dia das Bruxas chega em julho na província de Issan, no norte da Tailândia. Descrito como o Carnaval do Inferno, o Phi Ta Khon é um festival de fantasmas que acontece anualmente. Milhares de pessoas convergem para essa região remota vestidas para chocar, enquanto outros milhares se acumulam nas ruas e templos para dar uma olhada nos fantasmas. As origens de um dos mais coloridos festivais do mundo se perderam no tempo, mas a maioria acredita que Buda está de alguma forma relacionado a elas. Os participantes usam máscaras feitas de casca de arroz seco, pintadas em cores vívidas e completadas com longos narizes pontiagudos. Levam também pequenos sinos ao redor da cintura. A atmosfera carnavalesca dura dois dias, período em que visitantes e habitantes locais se juntam aos fantasmas numa imensa festa. Amantes da diversão e bemhumorados, os fantasmas se misturam com o povo, provocando as pessoas com seus pênis de madeira e convidando-as a se juntar à folia.

Um lar depois da tragédia

Os cães feridos no terremoto de maio na província de Sichuan, na China, que foram resgatados vivem agora num pequeno centro de proteção aos animais em Chengdu. Voluntários do estabelecimento conseguiram salvar 110 cachorros de estimação nas cidades abaladas pelo sismo e deram a todos eles tratamento médico apropriado.

Cemitério submarino

O Neptune Memorial Reef, a cinco quilômetros de Miami, nos Estados Unidos, é um cemitério pouco convencional. Situado no fundo do mar, o local tem lápides que imitam construções da cidade perdida de Atlântida. As cinzas do morto são misturadas a um cimento especial e moldadas em pilares e conchas. Em seguida, uma placa de bronze com o nome e data são pregadas. O cemitério pode abrigar 125 mil pessoas e os preços variam de R$ 1,6 mil a R$ 10 mil. O projeto é idealizado pela Neptune Society, companhia americana que presta serviço de cremação.

Plantas para se cultivar na Lua?

Cientistas da Academia Nacional de Ciências de Kiev, na Ucrânia, conseguiram cultivar calêndulas como a da foto acima em um solo com anortositas quebradas – rochas muito parecidas com as da superfície lunar. As bactérias inseridas pelos pesquisadores nas rochas extraíram delas substâncias necessárias às plantas, como o potássio. Nem foi preciso utilizar fertilizante. Assim, muitos acham que, em breve, a agricultura no satélite terrestre será possível. A Lua, porém, não possui campo magnético e também não é afetada pelo campo da Terra. Desse modo, qualquer vegetal plantado no astro estará sujeito a altas taxas de radiação.

Compostos orgânicos em luas de Saturno

A Nasa confirmou a presença de lagos com hidrocarbonetos líquidos em Titã, a maior lua de Saturno. Os cientistas identificaram o etano, componente orgânico que se encontra na Terra em estado gasoso. A descoberta foi feita por meio da sonda Cassini, que, em março, detectou vapor d’água e material orgânico em outra lua de Saturno, Encélado (foto abaixo). Isso dá esperanças aos cientistas na questão de existência de vida alienígena.

Estrelas em recuperação

O tempo e o intenso tráfego de pedestres têm maltratado sem piedade a famosa Calçada da Fama, em Hollywood. O atual estado de abandono levou a Câmara do Comércio da cidade a iniciar em julho uma campanha para recuperar o piso e trocar várias das estrelas danificadas. A iniciativa, denominada “Amigos da Calçada da Fama”, tem o objetivo de arrecadar US$ 4 milhões para substituir cerca de 800 estrelas até a comemoração do 50º aniversário da Calçada, marcada para 2010.

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