Wuhan, onde o coronavírus surgiu, alivia medidas de isolamento

Enquanto a cidade epicentro do vírus começa a dar sinais de que o pior da crise está passando, total de mortes pelo coronavírus na China chega a 2.592

Médico de plantão em estação ferroviária de Wuhan: crise pode estar passando. Crédito: China News Service/Wikimedia

A cidade chinesa de Wuhan (situada na província de Hubei), epicentro do surto do novo coronavírus, está aliviando as medidas de isolamento, que já duram um mês, passando a permitir que algumas pessoas deixem a cidade.

Autoridades municipais divulgaram o aviso hoje (24 de fevereiro), depois de terem proibido, no dia 23 de janeiro, que qualquer pessoa de Wuhan deixasse a cidade.

Segundo o informe, poderão deixar a cidade pessoas que necessitam de tratamento para certas doenças, como também pessoas saudáveis que não residem na cidade, mas ficaram presas em Wuhan com o isolamento.

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As autoridades alertam que as pessoas que apresentem sintomas, como febre ou tosse, permaneçam na cidade.

Ainda segundo as autoridades, as pessoas que deixarem Wuhan serão obrigadas a passar por um monitoramento de 14 dias em seu destino final e a seguir as ordens das autoridades locais.

Atualização

Autoridades sanitárias chinesas informam que mais 150 pessoas infectadas pelo novo coronavírus morreram, elevando o total de mortes na China continental para 2.592.

O número de casos de infectados cresceu em 409, e atualmente se encontra em 77.150.

A imprensa estatal afirma que 24 das 31 províncias, municipalidades administradas diretamente e regiões autônomas não registraram nenhum novo caso de contágio nesse domingo (23 de fevereiro).

Autoridades de saúde afirmam que, no último fim de semana, uma equipe internacional liderada pela Organização Mundial da Saúde conduziu investigações e conversou com funcionários locais em Wuhan, a cidade mais afetada pelo surto.

 

* NHK é a emissora pública de televisão do Japão